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Café do Espírito Santo conquista 63 países e exportações ultrapassam R$ 6 bilhões em 2026

Com crescimento de 58% no volume exportado, Estado supera a marca de 5 milhões de sacas vendidas ao exterior. O conilon, produzido em larga escala no Norte e Noroeste capixaba, lidera os embarques e pode alcançar um resultado histórico.

Por Luciana Silvestre
· 3 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Café do Espírito Santo conquista 63 países e exportações ultrapassam R$ 6 bilhões em 2026

O café capixaba continua ampliando sua presença no mercado internacional. De janeiro a setembro de 2026, o Espírito Santo exportou 5,086 milhões de sacas de café, um crescimento de 58% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado representa um avanço expressivo para um dos setores mais importantes da economia estadual.

Os números divulgados pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) mostram que a receita cambial das exportações alcançou US$ 1,2 bilhão, equivalente a mais de R$ 6 bilhões, um aumento de 28% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

O desempenho ganha relevância especialmente para os municípios do Norte e Noroeste do Espírito Santo, onde a cafeicultura tem forte presença na economia rural. Cidades como Colatina, Linhares, São Gabriel da Palha, Marilândia, Pancas e Vila Valério integram uma região com tradição na produção de café, especialmente da variedade conilon.

Conilon lidera vendas e pode alcançar marca histórica

O grande destaque das exportações capixabas é o café conilon. Nos primeiros nove meses de 2026, foram comercializadas com outros países 4,22 milhões de sacas, volume que representa aproximadamente 83% de todo o café exportado pelo Espírito Santo no período.

O resultado já é o terceiro maior da série histórica para a espécie, considerando tanto os anos completos quanto o acumulado parcial de 2026.

As projeções do Centro do Comércio de Café de Vitória indicam que, se o ritmo dos embarques continuar, o Espírito Santo poderá encerrar o ano com o segundo maior volume anual de exportações de conilon de sua história, ficando atrás apenas de 2024.

O desempenho reforça a importância da produção capixaba no abastecimento do mercado internacional.

Arábica cresce, enquanto café solúvel apresenta queda

Além do conilon, as exportações de café arábica também registraram crescimento. Entre janeiro e setembro, o Espírito Santo embarcou 583 mil sacas dessa variedade, um aumento de 31% em comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Já o café solúvel apresentou comportamento diferente. Os embarques totalizaram 289 mil sacas, uma redução de 17%.

O preço médio das exportações capixabas no acumulado de 2026 ficou em US$ 236 por saca.

Café capixaba chega a 63 países

A presença internacional do café produzido e comercializado pelo Espírito Santo também chama a atenção. Até setembro, o produto havia sido enviado para 63 países, com compradores distribuídos por diferentes mercados.

A Bélgica aparece como principal destino, concentrando 15% das exportações, seguida pelo México, com 12%.

Entre os demais compradores estão Alemanha e Colômbia, com 8% cada; Estados Unidos e Espanha, com 7% cada; Itália, com 6%; Turquia e Reino Unido, com 5% cada; e Argentina, com 4,5%.

A diversidade de destinos demonstra a abrangência comercial do café capixaba e a importância das relações internacionais para o setor.

Norte e Noroeste têm papel importante na cafeicultura

Para o interior capixaba, os resultados das exportações representam um indicador importante do desempenho de uma atividade que movimenta propriedades rurais, cooperativas, empresas e diferentes segmentos da cadeia produtiva.

Na região de Colatina e nos municípios vizinhos, o cultivo do conilon integra a história econômica de inúmeras comunidades rurais.

Apesar do crescimento expressivo dos embarques, os dados apresentados pelo CCCV não permitem concluir, isoladamente, que houve aumento proporcional da renda dos produtores, já que os resultados individuais também dependem dos custos de produção, dos preços recebidos e das condições de comercialização.

Com três meses ainda não contabilizados no levantamento, o desempenho de 2026 coloca o Espírito Santo diante da possibilidade de alcançar uma das maiores marcas de sua história nas exportações de café conilon.

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