Limão dispara em Colatina e quilo chega perto de R$ 15 nos supermercados
Levantamento realizado pelo ES FALA encontrou a fruta a R$ 14,98 o quilo em São Silvano e a R$ 12,99 no Centro; até nas feiras livres consumidor encontra dificuldade para escapar dos preços elevados

Comprar limão em Colatina ficou bem mais pesado no bolso nos últimos dias. O preço da fruta disparou em setembro e já chega a quase R$ 15 o quilo em supermercados da cidade, fazendo um produto bastante presente na cozinha dos capixabas pesar na conta das compras.
Um levantamento realizado nesta sexta-feira (11) pelo Portal de Notícias ES FALA encontrou diferenças de preços entre estabelecimentos, mas confirmou uma realidade: o limão está caro em Colatina.
Em um supermercado localizado na Avenida Sílvio Avidos, no bairro São Silvano, o quilo era vendido por R$ 14,98.
Em outro estabelecimento pesquisado, na Rua Adwalter Ribeiro Soares, no Centro de Colatina, o preço encontrado nesta sexta-feira foi de R$ 12,99 o quilo.
A situação também não é muito diferente para quem tenta recorrer às feiras livres. Os valores permanecem elevados e está difícil encontrar o quilo da fruta por menos de R$ 10.
De produto comum a quase R$ 15 o quilo
A alta chama ainda mais atenção porque o limão é utilizado diariamente por muitas famílias, seja no preparo de alimentos, temperos, sucos ou outras bebidas.
Quando o preço de um produto tão comum sobe dessa maneira, o consumidor acaba tendo poucas alternativas: pesquisar entre estabelecimentos, comprar uma quantidade menor ou simplesmente reduzir o consumo enquanto os preços permanecerem elevados.
Para uma família que comprasse, por exemplo, dois quilos, considerando o maior preço encontrado pelo ES FALA, a despesa chegaria a R$ 29,96.
Por que o limão ficou tão caro?
Entre os fatores que podem pressionar o preço está a entressafra, período em que a oferta da fruta diminui naturalmente. Com menos produto disponível para abastecer o mercado e uma procura que continua existindo, os preços tendem a subir.
Condições climáticas desfavoráveis também podem afetar a produção e a disponibilidade da fruta. Períodos de calor intenso e baixa ocorrência de chuvas podem interferir na produtividade e contribuir para uma oferta menor.
Outro componente é o mercado externo. O Brasil também destina parte de sua produção de limões e limas à exportação. Quando há maior demanda externa, a disponibilidade para determinados mercados internos pode sofrer pressão.
Na prática, é a conhecida combinação entre oferta e procura: com menor disponibilidade do produto e demanda mantida, o preço pode avançar até chegar ao consumidor.
Consumidor precisa pesquisar
O próprio levantamento realizado pelo ES FALA demonstra que pesquisar pode fazer diferença.
Entre os dois supermercados consultados, o preço variou de R$ 12,99 a R$ 14,98 por quilo, uma diferença de R$ 1,99.
Para quem está acostumado a colocar limão quase diariamente na mesa, porém, mesmo o menor preço encontrado continua chamando atenção.
E enquanto a oferta não aumentar, o consumidor de Colatina pode continuar encontrando um cenário pouco agradável nas bancas e prateleiras: o limão, que já foi um item barato da feira, virou um dos produtos que fazem o consumidor pensar duas vezes antes de colocar na sacola.




